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Quando nos sentimos incapaz...


É medo do medo, que medo me dá

Eu mudo de lado e ele ainda está lá

Quem sabe o segredo da vida será

Fazer desse medo uma força?

- Paulinho Moska

Quando sentimos medo, nosso corpo recebe uma descarga de adrenalina, a respiração e os batimentos cardíacos são acelerados e os músculos se contraem. As atividades cerebrais também são aceleradas. Tudo isto porque o medo é um mecanismo psicofisiológico de defesa, que nos preparar para luta ou fuga em situações de perigo.

Pesquisadores do assunto apontam que alguns medos são inerentes á humanidade, são eles: Medo da exclusão social, medo da morte e medo do desconhecido. Todos eles, estariam ligados ao nosso extinto de defesa e sobrevivência, são medos que nos protegem.

Existe no entanto, alguns medos paralisantes, que não estão relacionados ao extinto de proteção, mas a sensação de incapacidade e a dificuldade de ter autonomia.


Autonomia e Desempenho Prejudicados


Este tipo de medo, esta relacionado a uma dificuldade de criar a própria vida, de estabelecer objetivos, tomar decisões ou sentir-se bom o bastante para executar suas funções.

Este é o tipo de medo que gera dependência, que leva os indivíduos a precisarem sempre da validação ou proteção de outra pessoa, que pode ser seu superior imediato no trabalho, seu cônjuge ou seus pais por exemplo. 

O psicólogo e pesquisador Jeffrey E. Young, nomeou esta dificuldade de se ver separado de pessoas próximas, de funcionar de forma independente ou ter bom desempenho como autonomia e desempenho prejudicados, que podem se manifestar em quatro vilões da mente. São eles: 

  • Dependência/Incompetência: Sentem-se incapazes de dar conta das próprias responsabilidades cotidianas sem ajuda substancial de terceiros. Portanto, são incapazes de gerenciar a dinheiro, resolver problemas práticos, usar discernimento, assumir novas tarefas ou tomar decisões acertadas. Resulta em passividade e impotência generalizada;

  • Vulnerabilidade ao dano ou doença: Medo exagerado de que uma catástrofre aconteça a qualquer momento e de não ser capaz de enfrentá-la. Medo de adquirir doenças graves, medo de enlouquecer e perder o controle, medo de riscos externos relacionados a acidentes, crimes e catástrofes naturais;

  • Emaranhamento/SelfSubdesenvolvido: Envolvimento com os pais ou com outras pessoas importantes em sua vida, em detrimento de sua individualização e desenvolvimento social. Crença de que o outro não será capaz de funcionar bem sem ele. Resulta em sentimento de sufoco, de estar fundido ao outro e falta de senso claro de identidade e orientação;

  • Fracasso: Crença no fracasso inevitável em áreas de atividades como estudos, esportes, trabalho e na própria inadequação em relação ao desempenho superior de outras pessoas. Percepção de ser pouco inteligente, inepto, sem talento e mal_sucedido.

Para Young, uma forma de superar este medo é revisitar a história familiar nos primeiros anos de vida, de forma a tornar-se consciente e assim compreender o contexto em que este medo ou dependência foi criada. Isto porque, segundo Young, esta dificuldade de acreditar em si mesmo e de assumir o controle de sua vida e portanto das situações, tende a estar relacionada a uma criação em que houve super proteção por parte dos pais. De modo que, crianças que tiveram todas as suas vontades satisfeitas e alguém que resolvia tudo por eles, tendem a ter dificuldade de assumir um papel de protagonista na vida adulta.

Autonomia é a capacidade de separar-se da própria família e funcionar de forma independente, no nível das pessoas da mesma idade. _ Jeffrey E. Young

O oposto também seria verdadeiro, crianças/adolescentes que foram submetidas ao abandono e a falta de cuidado, ou que precisaram de alguma maneira assumir o papel dos pais, também estariam expostas a este mesmo infortúnio. Outra questão, que pode ter sido um fator agravante é a falta de reforços positivos diante de um desempenho competente fora de casa.

Seja como for, esta tomada de consciência de que sua insegurança pode não estar relacionada a inabilidades reais, mas sim, a falta de desenvolvimento de sua autonomia é um fator importante neste processo de evolução pessoal.

Além disto, adotar a prática de reconhecer diariamente seus assertos, listar seus pontos fortes e competências e assim reconhecê-los, são processos que gradativamente contribuirão com a ampliação de sua autoconfiança e autonomia.

De modo geral, é importante que você saiba, que você é maior do que o medo, portanto, você pode exercer controle sobre ele ao tornar-se consciente de que neste contexto, ele não é uma verdade sobre você ou sobre as situações que te cercam. Ao ampliar sua consciência sobre suas forças e capacidades, você pode silenciá-lo cada vez mais.

E se este for um processo muito intenso ou desafiador para você, conte com a ajuda de um especialista em desenvolvimento humano que poderá lhe oferecer as ferramentas e suporte necessário para que você amplie sua autonomia e assuma o controle de sua vida de forma independente.

Abri este papo com o trecho da canção Medo do Medo de Paulinha Moska e Zélia Duncan. A velha história da arte explicando a vida. Segue o link caso queira ouvir na integra:


Construa uma vida autêntica!


Em amor,



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